O teslescópio espacial Spitzer, da NASA, é um telescópio que usa tecnologia criogênica e detecta ondas eletromagnéticas na faixa do infravermelho. É um telescópio satélite, ou seja, se localiza em órbita no espaço. Foi construido com bases sólidas de conhecimento sobre outros dois telescópios semelhantes de mesma função, o Satélite Astronômico Infravermelho (em inglês: IRAS, InfraRed Astronomical Satellite) e o Observatório Espacial Infravermelho (em inglês: ISO, InfraRed Space Observatory). O Spitzer apresentou até hoje ótimos resultados em relação a outros satélites precursores de mesmo tipo, tanto na obtenção de imagens como na espectroscopia de raios infravermelhos, sendo aplicado amplamente na atualidade.

Para os mais curiosos, a história desse satélite e de outros, bem como explicações sobre suas funções, podem ser encontradas no site da NASA:

http://www.spitzer.caltech.edu/

Neste post, mostrarei uma reportagem que foi publicada na UOL Ciência e Saúde, mas é original do site do Spitzer da NASA.

Imagem da NASA de asteróide captado pelo Spitzer.

“Nova pesquisa feita pela Nasa com ajuda do telescópio Spitzer revela que a diversidade de asteroides próximos da Terra é maior do que se pensava. Como um doce cheio de chocolates e confeitos, esses asteroides vêm em cores e formatos sortidos. Alguns são escuros e sem brilho, enquanto outros são brilhantes e luminosos.

As observações do Spitzer está ajudando os astrônomos a compreender melhor os objetos próximos da Terra, já que suas propriedades físicas ainda são pouco conhecidas. “Essas pedras nos ensinam sobre o local de onde elas vieram”, explica David Trilling, da Universidade do Arizona do Norte, principal autor de estudo publicado este mês no “Astronomical Journal”.

Após quase seis anos de operações, o Spitzer entrou, no ano passado, foi colocado em uma temperatura mais amena (embora ainda bem gelada), de – 243º C. Uma das novas missões da sonda é ajudar a catalogar 700 asteroides próximos da Terra. Cem já foram pesquisados. Os 600 restantes devem ser analisados até o fim do ano que vem. Há aproximadamente 7.000 asteroides conhecidos próximos da Terra.

Os dados indicam que alguns dos objetos menores refletem enorme quantidade de luz solar. Uma vez que a superfície dos asteroides fica mais escura com o tempo, devido à exposição a rediação solar, a presença de superfícies mais luminosas pode indicar que o objeto é mais jovem.

O fato de que a diversidade dos asteroides é maior do que se esperava indica que eles podem ter origens diferentes. Alguns podem ter vindo do cinturão que fica entre Marte e Júpiter, enquanto outros podem ter surgido de fora do Sistema Solar.”

Na reportagem original da NASA, eles chegam a comparar esse monte de asteróides “coloridos” a uma pinhata (brincadeira onde se pendura um recipiente cheio de doces para crianças quebrarem e se deliciarem!). Pois é, físico tem imaginação fértil!